Ensino remoto e avaliação escolar

Como o nome já sugere, ensino híbrido combina as modalidades presencial e remota, gerando muitas possibilidades na relação entre professores e alunos e na construção de caminhos de aprendizagem.

Algum tempo atrás, era visto como novidade, um cenário distante da realidade de muitas escolas. Desde o início da pandemia, porém, tornou-se uma necessidade para o desenvolvimento das atividades pedagógicas. Depois de um ano dessas novas experiências, a educação está familiarizada com o uso das ferramentas digitais. Hoje, ensino híbrido é uma realidade para escolas, professores, famílias e estudantes.

Mas como saber se estamos sendo efetivos nessa metodologia?

Se o uso da tecnologia para aproximar docentes e estudantes não é mais novidade, como conseguimos ter certeza de que, de fato, continuamos trilhando bons caminhos de estudos e aprendizagem? Conseguir avaliar a aprendizagem de maneira assertiva e concreta talvez seja o maior desafio destes novos tempos.

Aula invertida, desenvolvimento da autonomia dos estudantes e personalização do ensino são termos repetidos à exaustão por educadores quando se fala nesse modelo que combina sala de aula física com atividades remotas. Na mesma intensidade com que falamos sobre ensino híbrido, precisamos discutir e intensificar nosso processo avaliativo. Não pensando em notas que permitirão que alunos progridam dentro dos anos ou séries da educação básica, mas numa compreensão mais precisa do processo de aprendizagem, buscando corrigir possíveis rumos e aprofundar-nos em pontos essenciais de cada período letivo. Ou seja, focar nas grandes ideias que realmente são imprescindíveis em cada etapa do ensino básico, garantindo que o aprendente esteja no rumo certo e propiciando o acesso da melhor forma a cada conteúdo que lhe é apresentado nas disciplinas do ciclo dos ensinos Fundamental e Médio da educação básica.

Como medir se meu aluno está aprendendo o que precisa aprender?

Da mesma maneira que a tecnologia permite o ensino remoto, podem-se produzir avaliações digitais personalizadas e que permitam esse acompanhamento único de cada estudante.

É fundamental esse acompanhamento de perto. Professores precisam entender o comportamento individual de seus estudantes na jornada pessoal deles. Isso permitirá ajustes essenciais, que evitarão “gaps” de aprendizagem significativos. Alinhando sempre a aula às principais demandas de cada conteúdo e com um olhar efetivo ao que cada aluno está conseguindo absorver em tempos tão difíceis para a educação. Onde professores se reinventam todos os dias e famílias podem e devem se comprometer mais com seus membros estudantis. 

Portanto, educadores precisam estar atentos ao processo avaliativo, processo formativo que garantirá um melhor percurso individual e coletivo de quem não pode deixar de ser o foco de uma escola, seja on-line ou off-line!

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